"Bom dia tristeza
Que tarde tristeza
Você veio hoje me ver
Já estava ficando até meio triste
De estar tanto tempo longe de você
Se chegue tristeza
Se sente comigo
Aqui nesta mesa de bar
Beba do meu copo
Me dê o seu ombro
Que é para eu chorar
Chorar de tristeza
Tristeza de amar"
essaédoviniciustambém.
terça-feira, 29 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Um beijo
"Um minuto o nosso beijo
Um só minuto; no entanto
Nesse minuto de beijo
Quantos segundos de espanto!
Quantas mães e esposas loucas
Pelo drama de um momento
Quantos milhares de bocas
Uivando de sofrimento!
Quantas crianças nascendo
Para morrer em seguida
Quanta carne se rompendo
Quanta morte pela vida!
Quantos adeuses efêmeros
Tornados o último adeus
Quantas tíbias, quantos fêmures
Quanta loucura de Deus!
Que mundo de mal-amadas
Com as esperanças perdidas
Que cardume de afogadas
Que pomar de suicidas!
Que mar de entranhas correndo
De corpos desfalecidos
Que choque de trens horrendo
Quantos mortos e feridos!
Que dízima de doentes
Recebendo a extrema-unção
Quanto sangue derramado
Dentro do meu coração!
Quanto cadáver sozinho
Em mesa de necrotério
Quanta morte sem carinho
Quanto canhenho funéreo!
Que plantel de prisioneiros
Tendo as unhas arrancadas
Quantos beijos derradeiros
Quantos mortos nas estradas!
Que safra de uxoricidas
A bala, a punhal, a mão
Quantas mulheres batidas
Quantos dentes pelo chão!
Que monte de nascituros
Atirados nos baldios
Quantos fetos nos monturos
Quanta placenta nos rios!
Quantos mortos pela frente
Quantos mortos à traição
Quantos mortos de repente
Quantos mortos sem razão!
Quanto câncer sub-reptício
Cujo amanhã será tarde
Quanta tara, quanto vício
Quanto enfarte do miocárdio
Quanto medo, quanto pranto
Quanta paixão, quanto luto!...
Tudo isso pelo encanto
Desse beijo de um minuto:
Desse beijo de um minuto
Mas que cria, em seu transporte
De um minuto, a eternidade
E a vida, de tanta morte."
de Vinicius de Moraes.
"Um minuto o nosso beijo
Um só minuto; no entanto
Nesse minuto de beijo
Quantos segundos de espanto!
Quantas mães e esposas loucas
Pelo drama de um momento
Quantos milhares de bocas
Uivando de sofrimento!
Quantas crianças nascendo
Para morrer em seguida
Quanta carne se rompendo
Quanta morte pela vida!
Quantos adeuses efêmeros
Tornados o último adeus
Quantas tíbias, quantos fêmures
Quanta loucura de Deus!
Que mundo de mal-amadas
Com as esperanças perdidas
Que cardume de afogadas
Que pomar de suicidas!
Que mar de entranhas correndo
De corpos desfalecidos
Que choque de trens horrendo
Quantos mortos e feridos!
Que dízima de doentes
Recebendo a extrema-unção
Quanto sangue derramado
Dentro do meu coração!
Quanto cadáver sozinho
Em mesa de necrotério
Quanta morte sem carinho
Quanto canhenho funéreo!
Que plantel de prisioneiros
Tendo as unhas arrancadas
Quantos beijos derradeiros
Quantos mortos nas estradas!
Que safra de uxoricidas
A bala, a punhal, a mão
Quantas mulheres batidas
Quantos dentes pelo chão!
Que monte de nascituros
Atirados nos baldios
Quantos fetos nos monturos
Quanta placenta nos rios!
Quantos mortos pela frente
Quantos mortos à traição
Quantos mortos de repente
Quantos mortos sem razão!
Quanto câncer sub-reptício
Cujo amanhã será tarde
Quanta tara, quanto vício
Quanto enfarte do miocárdio
Quanto medo, quanto pranto
Quanta paixão, quanto luto!...
Tudo isso pelo encanto
Desse beijo de um minuto:
Desse beijo de um minuto
Mas que cria, em seu transporte
De um minuto, a eternidade
E a vida, de tanta morte."
de Vinicius de Moraes.
domingo, 20 de abril de 2008
"-Não quero ser artista
- Não gosto de escovar os dentes
- Não gosto de tomar banho
- Não sei o que fazer com um espaço enorme vazio
- Eu sei o que fazer com um espaço enorme vazio
- O que faço são objetos de curiosidade
- Observar e dar chance a minha curiosidade
- Odeio pequenas gentilezas e coisas 'do fundo do coração'
- Não gosto de inspiração
- Não quero resolver nada "
leonilson
- Não gosto de escovar os dentes
- Não gosto de tomar banho
- Não sei o que fazer com um espaço enorme vazio
- Eu sei o que fazer com um espaço enorme vazio
- O que faço são objetos de curiosidade
- Observar e dar chance a minha curiosidade
- Odeio pequenas gentilezas e coisas 'do fundo do coração'
- Não gosto de inspiração
- Não quero resolver nada "
leonilson
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Para acabar com o Azar:
Pegue sete pedaços de carvão, colocando em uma bacia juntamente com um punhado de sal grosso. Encha a bacia de água e fique em pé no meio dela, com os pedaços de carvão ao redor de seu pés. Lave o corpo de cima para baixo, começando do pescoço. Quando terminar recolha os carvões e jogue a água fora. Deixe o carvão secando por pelo menos três horas. Em seguida, coloque-os todos num só bolso ou em sua bolsa e percorra sete esquinas ao redor de sua casa, deixando um pedaço de carvão em cada uma delas. Sempre que deixar cair um pedaço de carvão numa esquina, pense em todos os azares que está enfrentando e imagine-os ficando ali, naquele pedaço de carvão.
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